sexta-feira, 23 de março de 2012

SAKENA YACOOBI

Aula com o professor Valdemir Mota de Menezes







AULA 12
SAKENA YACOOBI / AFEGANISTÃO

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DADOS SOBRE O AFEGANISTÃO:

- Nascer no Afeganistão é uma das piores coisas que pode acontecer.

- Um dos cinco paíse smais pobre do mundo

- Cabul - capital - atrasada, o primeiro semáforo foi instalado recentemente

- Os carros são velhos, trazidos do Japão

- 30 anos de guerra e atentados terroristas a todo instante

- Unicef considera o pior lugar do mundo para uma criança

- Pior lugar do mundo para mulher. Usa-se burcas, andar desacompanhada pode levar uma surra

- Segregação social, onde há homens, mulheres ficam de fora

- O fundamenstalismo islamico é a base desta sociedade Afegã

- Pratica-se a auto imolação atenado fogo no corpo, entre 2008 e 2009 oitenta casos.

- Apenas 15% das mulheres com mais de 15 anos sabem ler.

- Muitas mães pobres são forçadas pela fome a vendersuas filhas a velhos para serem esposas deles


Fonte: http://www.slideshare.net/anocas_rita/mulheres-no-afeganisto




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http://www.afghaninstituteoflearning.org/
Quando criança, Sakena Yacoobi é a única menina na classe. Ela pensa: “Por que uma menina não pode ir à escola?”.
Quando a guerra chega ao Afeganistão, Sakena está estudando nos EUA. Ela quer voltar para casa e ajudar os mais prejudicados pela guerra, crianças e mulheres. Quando fica proibido que as meninas frequentem a escola, ela abre escolas secretas.
Quase 20 anos depois, ela continua lutando pelas crianças afegãs, e mais de 700.000 delas tiveram acesso à educação e saúde através de Sakena e de sua organização, o AIL. Saiba mais sobre Sakena e seu trabalho na revista O Globo

Sakena Yacoobi é nomeada ao Prêmio das Crianças do Mundo 2012 por sua longa e perigosa luta para proporcionar às crianças e mulheres afegãs o direito à educação, à saúde e a aprender sobre seus direitos.

Sakena fundou sua organização, o Instituto Afegão de Aprendizagem (AIL) em 1995, sob a opressão e a guerra feroz. O regime dos talibãs havia proibido que as meninas fossem à escola. No entanto, Sakena abriu 80 escolas secretas, treinou professores e criou bibliotecas escolares móveis secretas. Atualmente, Sakena e o AIL administram centenas de escolas, clínicas médicas e hospitais no Afeganistão e no Paquistão, e treinaram 19 mil professores.
Todo ano, eles proporcionam saúde e educação a 125.000 crianças. Os professores aprendem novas metodologias e já ajudaram 4,6 milhões de crianças a aprender habilidades de raciocínio crítico. Através do trabalho de Sakena, mais de 5,5 milhões de crianças afegãs conquistaram novas oportunidades e fé no futuro, apesar da pobreza extrema e dos 30 anos de guerra no Afeganistão.
Desde 1996
Impacto
9.000.000
Os alunos
275.298
Centros
326
Professores treinados
19.886
Sociedade Civil
Membros treinados
8.436
Os pacientes
1.488.722
Educação para a Saúde
2.044.559
Treinado em
Workshops de Saúde
8.888

Ano 2011
Servidos anualmente
420.432
Os alunos
19.205
Clínicas Médicas
5
Centros de Aprendizagem
29
Empregado afegãos
480


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Um pouco da história recente do Afeganistão.

Fonte: Wikipédia

Linha do tempo
Período pré-islâmico
Conquista islâmica
Dinastia Hotaki
Dinastia Durrani (1747–1826)
Emirado do Afeganistão (1823 – 1926)
Dinastia Barakzai (1826–1973)
Influência britânica e russa
Guerras Anglo-Afegãs
Primeira Guerra Anglo-Afegã
Segunda Guerra Anglo-Afegã
Terceira Guerra Anglo-Afegã
Independência e guerra civil
Reino do Afeganistão (1929-1973)
Reinados de Nadir Shah e Zahir Shah
República do Afeganistão (1973–1978)
Domínio comunista (1978–1992)
Afeganistão a partir de 1992
Estado islâmico (1992–1996)
Emirado Islâmico (1996–2001)
República Islâmica (2001–)







Regime Taliban e a Frente Unida

Ficheiro:Massoud and Qadir 2.PNG
Herói Nacional do Afeganistão Ahmad Shah Massoud (à direita) e o líder pashtun anti-Taleban Haji Abdul Qadir
O ex-presidente paquistanês, Pervez Musharraf envia mais tropas contra a Frente Unida de Ahmad Shah Massoud que o Talibã afegão.
Mapa da situação no Afeganistão no final de 1996; territórios de Massoud (vermelho), Dostum (verde) e do taliban (amarelo).
Mapa da situação no Afeganistão em agosto de 2001 até outubro de 2001.

A fase mais recente da guerra civil afegane - que já dura duas décadas - tem início em 1992, quando uma aliança de movimentos guerrilheiros derruba o regime pró-comunista de Mohammad Najibullah. As negociações para a formação de um governo de coalizão degeneram em confrontos, e, em 1996, o Taliban (milícia sunita de etnia patane, a mais numerosa do país) assume o poder e implanta um regime fundamentalista islâmico. Cerca de 1 milhão de pessoas morrem na guerra. Outros 2,5 milhões estão refugiados em países vizinhos.

Lutas subseqüentes entre as várias facções do mujahadin, permitiram que os fundamentalistas dos Taliban pudessem se apropriar da maioria do país. Além da rivalidade civil continuada, o país sofre de enorme pobreza, de uma infraestrutura devastada, e da exaustão de recursos naturais. Nos últimos dois anos, o país sofre com a seca. Estas circunstâncias conduziram três a quatro milhões de afegãos a sofrerem de inanição.

O Taliban começou a bombardear Cabul, no início de 1995, mas foram derrotados pelas forças do governo do Estado Islâmico sob Ahmad Shah Massoud. .[13] Em 26 de setembro de 1996, o Talibã com apoio militar por parte do Paquistão e o apoio financeiro da Arábia Saudita preparou para uma outra grande ofensiva contra Massoud que ordenou uma retirada completa de Cabul. .[14] Os talibãs tomaram Cabul em 27 de setembro de 1996, derrubaram e colocaram em fuga o presidente Burhanuddin Rabbani, e estabeleceram o Emirado Islâmico do Afeganistão. Na verdade, torna-se presidente Mulá Mohammed Omar, com o Taleban controlando 75% do território afegão. Os adversários foram executados e Najibullah foi capturado, quando se encontrava refugiado na representação da ONU. Ele e seu irmão foram castrados, enforcados e, após, trucidados em praça pública.

Desde então, o Taliban estabelece um regime teocrático com base em uma interpretação fundamentalista da sharia, revogando todo conselho eleito (começando pelo Parlamento); ordenou-se a destruição de bibliotecas, de televisores e vídeos, além de obrigar os homens a usar barbas e padronizar o corte de cabelo e o vestuário masculino e feminino, o novo regime instituíu também regras que restringiram severamente a liberdade das mulheres (como a exigência de usar a burka).[15] Estas medidas de controle chegaram a tal ponto que as janelas das casas deveriam estar preparadas para que ninguém possa ver as mulheres da casa de fora. Eram obrigadas a usar sapatos silenciosos e não podiam falar livremente.

Durante os anos do regime talibã, as mulheres eram proibidas de trabalhar ou sair sem estarem acompanhadas por um membro da família do sexo masculino. As mulheres com carreiras como médicas ou advogadas, perderam seus empregos e permaneceram confinadas em suas casas. O resultado direto é que as famílias em que não havia ninguém para fornecer renda eram obrigados a mendigar ou a morrer de fome. Além disso, os hospitais e os cuidados de saúde para as mulheres eram escassos, pois os médicos do sexo masculino não poderiam atendê-las. Casos de depressão aumentaram a um ritmo alarmante entre as mulheres, bem como o número de suicídios. Muitas mulheres escolheram o suicídio em vez de viver sob a opressão e a injustiça.

Após a queda de Cabul, Ahmad Shah Massoud e Abdul Rashid Dostum,[16] anteriormente dois arquiinimigos, criaram a Frente Unida (Aliança do Norte) contra os talibãs que estavam preparando ofensivas contra as demais áreas no âmbito do controle de Massoud e aquelas sob o controle de Dostum. A Frente Unida, incluído ao lado das forças de Massoud dominantemente tadjiques e as forças uzbeques de Dostum, facções hazaras e forças pashtuns sob a liderança dos comandantes, como Abdul Haq, Haji Abdul Qadir, Qari Baba ou o diplomata Abdul Rahim Ghafoorzai. Desde a conquista do Taliban em 1996 até novembro de 2001, a Frente Unida controlou cerca de 30% da população do Afeganistão, em províncias como Badakhshan, Kapisa, Takhar e partes de Parwan, Kunar, Nuristan, Laghman, Samangan, Kunduz, Ghor e Bamyan.

De acordo com um relatório de 55 páginas pelas Nações Unidas, o Taliban, enquanto tenta consolidar o controle sobre o Afeganistão do norte e oeste, cometeram massacres sistemáticos contra civis.[17][18] O Talibã tinha como alvo especialmente as populaçõesde de religião xiita ou etnia hazara.[17][18] Ao tomar Mazar-i-Sharif, em 1998, cerca de 4.000 civis foram executados pelos talibãs e muitos mais relatos de torturados.[19][20] Entre mortos em Mazar-i-Sharif foram vários diplomatas iranianos. Outros foram seqüestrados pelo Talibã, desencadeando uma crise de reféns que praticamente escalou para uma guerra em grande escala, com 150 mil soldados iranianos se concentrando na fronteira com o Afeganistão ao mesmo tempo.[21] Foi mais tarde admitido que os diplomatas foram mortos pelo Taliban, e seus corpos foram levados para o Irã.[22]

Os documentos também revelam o papel das tropas de apoio árabes e paquistanesas nestas mortes.[17][18] A chamada Brigada 055 de Osama bin Laden foi responsável pelos assassinatos em massa de civis afegãos.[23]

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf - então como chefe do Exército - foi responsável pelo envio de milhares de paquistaneses para lutar ao lado do Taleban e Bin Laden contra as forças de Massoud.[24][25][26][27] No total, foram creditados a 28 mil paquistaneses combatendo no Afeganistão..[24]

Bin Laden com o jornalista paquistanês Hamid Mir em 1997.

O novo regime do Mulá Omar (reconhecido apenas pelo Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) cria todas as condições para o Afeganistão se tornar o refugio de Osama bin Laden instalar ali a base para a sua rede terrorista, Al-Qaeda. O Afeganistão realmente treina e incentiva o fundamentalismo islâmico e o terrorismo cujos resultados deste prejudicam as relações com os EUA. De 1996 a 2001, a Al Qaeda de Osama Bin Laden e Ayman al-Zawahiri se tornou um Estado dentro do Estado do Taliban.[28] Bin Laden enviou recrutas árabes para se unir à luta contra a Aliança do Norte.[28] Dos cerca dos 45 mil soldados paquistaneses do Taliban e da Al-Qaeda lutando contra o forças de Massoud apenas 14.000 eram afegãs.[23][24]

Em agosto de 1998, Mazar-I-Charif, bastião usbeque de Douston, foi conquistado, bem como o reduto dos xiitas hazaras. O comandante Massud, último apoio do governo (que continua a ser reconhecido internacionalmente), controla ainda 10% do nordeste afegão, predominantemente habitado por tadjiques e o Vale do Panjshir, que os talibãs não conseguiram controlar. Ele é apoiado pela Rússia, Índia e Irã.

Fracassam, em meados de 1999, as negociações de paz - patrocinadas pela Arábia Saudita - entre o governo fundamentalista islâmico do Taliban e a Frente Islâmica Unida de Salvação do Afeganistão (Fiusa), agrupamento de facções étnicas e tribais de oposição sob a liderança do ex-ministro da Defesa Ahmed Shah Massud.

Sob o governo do Taliban, o país corre o risco de transformar-se no epicentro de conflitos regionais. O Irã ameaçou deslocar tropas em defesa da minoria xiita afegane. O governo indiano acusa o Taliban de apoiar os separatistas muçulmanos na Caxemira. E a Federação Russa denuncia o envolvimento do Afeganistão com os separatistas muçulmanos da Chechênia e do Daguestão. Os EUA, que armaram os guerrilheiros islâmicos durante a invasão soviética do Afeganistão (1979-1989), agora pressionam o Taliban para que extradite o milionário saudita Osama Bin Laden, responsabilizado pelos ataques terroristas a suas embaixadas na África (no Quênia e na Tanzânia). Como resultado deste atentado, em agosto de 1998, os EUA bombardearam campos afegãos da Al-Qaeda, em retaliação.

A ONU impõe sanções econômicas ao país em novembro de 1999 até que Bin Laden seja entregue a um tribunal internacional. Em janeiro de 2000, a ONU ampliou as sanções, decretando um embargo de armas, o fechamento dos escritórios internacionais da Ariana, a linha aérea afegã, e o congelamento dos bens do regime no exterior.

A 10 de setembro, a oposição armada Frente Unida anuncia que o líder Ahmed Shah Massud sofreu o atentado no dia anterior por 2 falsos jornalistas árabes da Argélia; suspeita-se que o atentado foi ordenado pelo Bin Laden.

Invasão norte-americana

Dois dias depois do assassinato de Massoud, 3.000 pessoas morreram em solo dos EUA nos ataques de 11 de setembro de 2001. O atentado às Torres Gêmeas, cometido em Nova Iorque quando eram 17h e 15m no Afeganistão, não é noticiado nesse país, tornando-se o único a não falar do assunto. Na madrugada do dia 12 de setembro, um bombardeio atribuído por forças da Frente Unida às 1h e 45m, ataca o Aeroporto de Cabul, sendo transmitido pela CNN, que chegou ser atribuído por EUA, que negaram o ataque.

Um A-10 Thunderbolt II na Base Aérea de Bagram.

Os atentados de 11 de setembro são atribuídos a Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, protegido pelo Taliban. Os Estados Unidos pedem ao Taliban sua extradição para as autoridades dos EUA e a dissolução das bases da Al-Qaeda no Afeganistão, o que são recusados. Assim, as forças aéreas britânicas e estadunidenses começam a bombardear os alvos do Taleban e da Al-Qaeda no Afeganistão durante a Operação Liberdade Duradoura.[29] No terreno, os Estados Unidos, forças aliadas e o grupo resistente afegão da Aliança do Norte lançaram uma campanha militar a 7 de outubro de 2001, às 20 h e 57m do Afeganistão. Estes ataques levaram à queda de Mazar-i-Sharif e Cabul em novembro de 2001, com os talibãs e a Al-Qaida se retirando para a fronteira montanhosa com o Paquistão, a Linha Durand. Sob o bombardeio americano no Afeganistão foram mortos cerca de 14.000 pessoas (3.800 civis e mais de 10 mil combatentes do Taliban); mais de 20.000 morrerão da doença e pela fome causadas pela guerra.

Karzai falando no Congresso dos Estados Unidos em Junho de 2004

Sob os auspícios da ONU, em 5 de dezembro de 2001, reuniu-se as facções afegãs em Bonn e são eleitos 30 membros do governo provisório, liderado por Hamid Karzai, antigo ministro da Defesa e ex-assessor da companhia petrolífera americana Unocal, e em estreitos contatos com a CIA. Após seis meses de governo, o antigo rei Zahir Shah convocou uma Loya Jirga, que elegeu Karzai como presidente e deu-lhe a autoridade para governar por mais dois anos.

Em dezembro de 2001, depois que o governo talibã foi deposto e o novo governo afegão de Hamid Karzai se formou, a Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF) foi criado pelo Conselho de Segurança da ONU para ajudar a ajudar o governo de Karzai e oferecer a segurança básica ao povo afegão.[30][31]

[editar] Período Pós-Talibã

De 2002 em diante, os talibãs começaram a reagrupar enquanto mais tropas da coalizão entraram na guerra escalada norte-americana com os insurgentes. Enquanto isso, a OTAN assumiu o controle da ISAF em 2003 [32] e a reconstrução do Afeganistão começou, sendo financiada pela comunidade internacional, especialmente pela USAID e outras agências dos EUA.[33][34] A União Europeia, Canadá e Índia também desempenham um papel importante na reconstrução.[35][36]

Expansão da insurgência talibã.

Em 9 de outubro de 2004, Karzai é confirmado chefe de Estado na primeira eleição presidencial direta na história do Afeganistão. Entretanto, o poder de Karzai não vai além dos limites da capital, isso porque o resto do país continua nas mãos dos senhores da guerra sólidamentes ligados a movimentos mujahedin e ao comércio de ópio. Os poderosos líderes derrubados (como o Mulá Omar) pelos EUA se refugiam no Paquistão, entre 2002 e 2004, e passam a fazer incursões no sul do país, causando a morte de quase 5.000 pessoas, incluindo 200 soldados americanos.

Em 2005, os talibãs avançam em sua força e agora se estendem a todas as províncias do sul e do centro do país. Isso foi possível graças ao comércio de ópio que nunca se cessou e ao financiamento secreto paquistanês.

Assim que os EUA começaram a bombardear posições militares do país, passaram a caçar e prender terroristas no Afeganistão e envia-los para a base militar na Baía de Guantánamo em Cuba. O governo Bush afirmou que se tratava de combatentes ilegais, e que portanto eles não teriam direito ao tratamento de prisioneiros de guerra, que é regido pelas Convenções de Genebra e reconhece certos direitos básicos, que estariam sendo negados aos presos. Como Guantánamo, apesar de ser uma base norte-americana instalada em território de Cuba contra a vontade desse país, tecnicamente não é território dos Estados Unidos, arrasta-se na Corte Suprema dos Estados Unidos a discussão se os presos têm direito a advogado, a ver familiares e a serem submetidos a um julgamento justo, ou se podem ser sentenciados à morte por uma corte militar sem que a evidência utilizada seja submetida a um debate contraditório.

Inicialmente, a operação norte-americana no Afeganistão teve mais sucesso que no Iraque, desmantelando boa parte do grupo terrorista Al Qaeda que estava sediado no país. Contudo, não devolveu a paz que a nação perdeu desde a invasão soviética. As províncias continuam dominadas pelos senhores da guerra, o Taliban reagrupa-se nas escolas islâmicas do outro lado da fronteira com o Paquistão e a administração local está longe de ser eficiente e honesta. Assim, o Afeganistão continua sendo um dos países mais pobres do mundo, devido aos resultados de 30 anos de guerra, a corrupção entre os políticos de alto nível e a crescente insurgência do Taliban apoiados pelo Paquistão.[37][38] Os oficiais dos EUA também acusam o Irã de fornecer suporte limitado para os talibãs, mas afirmaram que é "a um nível pequeno", pois "não é do seu interesse ver o Taliban, um elemento extremista sunita ultra-conservador, voltar a assumir o controle do Afeganistão".[39][40][41] O Irã tem sido historicamente um inimigo do regime talibã. .[42][43]

Soldados dos EUA no distrito de Daychopan durante uma busca de combatentes do Taleban e munições. 4 de setembro de 2003.

A OTAN e as tropas afegãs nos últimos anos realizaram muitas ofensivas contra o Talibã, mas estas provaram serem incapazes de desalojar completamente a sua presença. Em 2010, o presidente dos EUA, Barack Obama implantou um adicional de 30.000 soldados ao longo de um período de seis meses e propôs que começará a retirada de tropas até 2012.

Em 12 de Agosto de 2010, documentos vazados no site Wikileaks revelam diversas falsificações de informações oficiais que indicam que a oposição no Afeganistão está muito mais forte que o esperado.

Em 7 de Outubro de 2010, membros do Taliban soltam nota afirmando controlar 75% do país, bem como todas as principais estradas no País.

ANN SKELTON

Aula do professor Valdemir Mota de Menezes sobre Ann Skelton


ANN SKELTON

Ann cresceu sob o violento regime do Apartheid na África do Sul. Quando ela tinha 15 anos, as crianças negras de sua idade que protestavam eram baleadas e presas. Como jovem promotora, viu crianças que haviam sido espancadas pela polícia e mordidas por cães policiais, e crianças condenadas a chibatadas.

Ela se tornou uma advogada na luta pelos direitos da criança e ajudou a redigir leis que as protegem. Ann leva casos de crianças ao tribunal e, ao vencer esses casos, muitas crianças em situações semelhantes às de seus clientes são ajudadas.
É importante para Ann que os adultos ouçam as crianças.
“Crianças são pessoas. Elas precisam da oportunidade de participar das decisões que influenciam suas vidas”. Saiba mais sobre Ann e seu trabalho na revista O Globo

Ann Skelton foi nomeada para o Prêmio das Crianças do Mundo 2012 por seus mais de 20 anos de luta bem sucedida pelos os direitos de crianças afetadas pelo sistema judiciário.
Ann realizou um trabalho revolucionário pelas crianças da África do Sul, tanto em tribunais quanto alterando as leis relacionadas às crianças.

Quando Nelson Mandela se tornou presidente, Ann foi convidada para presidir a redação da nova lei que protege crianças envolvidas em problemas com a lei. Ao auxiliar, por exemplo, uma criança em um processo de divórcio, uma criança maltratada em um lar infantil, uma criança refugiada desacompanhada, crianças maltratadas na prisão, crianças das “escolas de barro” em más condições, e chegar a uma decisão judicial em favor delas, Ann tem ajudado e protegido todas as crianças da África do Sul em situações semelhantes. Ann é Diretora do Centro de Direito Infantil da Universidade de Pretória e é auxiliada por duas jovens advogadas.



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O Centro de Direito Criança (Centro), através do Projeto de seus filhos Contencioso, faz uso de litígio impacto estratégico para promover e avançar os direitos das crianças na África do Sul. O Centro tem ao longo dos anos estiveram envolvidos em casos que foram ouvidos no Tribunal Constitucional, o Supremo Tribunal de Recurso, os Tribunais Superiores, Tribunais das Crianças e dos tribunais de magistrados. Estes julgamentos especialmente aqueles dada pelos tribunais superiores criaram precedentes que trouxeram mudanças na lei, as atividades do governo e da sociedade em geral.

Violência contra crianças assusta na África do Sul

http://1.bp.blogspot.com/_jHiPGQxAOKA/SrA1LL8-xlI/AAAAAAAADx8/M3RFUonJQJk/s400/201682.jpg
*Artigo na língua original, extraído do Portal Net Madeira

A África do Sul confronta-se presentemente com um problema social que já assume contornos de tragédia nacional, afectando todos os estratos da população: o abuso sexual de crianças. Em cada três minutos, uma criança é violada e anualmente mais de 50 mil crianças são atacadas das formas mais diversas.
Às autoridades apenas são participados 21.900 casos de violação sexual de crianças e destes só nove por cento são levados aos tribunais e o abusador é punido. Mas estima-se que mais de 170 mil casos não são participados à polícia, de acordo com Mariana Kriel, da organização Solidarity Helping Hand. Uma das razões para o ocultar deste fenómeno poderá ser o receio da vítima e da respectiva família em expor-se à desonra do acto.
Este tipo de crime específico regista um crescimento constante, motivo suficiente para preocupação. O discurso político, sobretudo na era Mbeki, contribuiu para o agravamento deste problema, uma vez que as unidades de protecção a menores começaram a ser desmanteladas em 2002 e os seus investigadores colocados em esquadras de polícia normais. As estatísticas revelam que em 2008 foram participados às autoridades 1.410 casos de crianças assassinadas, um aumento de 22,4% em relação ao ano anterior, e que 45% dos crimes de estupro são praticados em crianças.
O país aguarda, impacientemente, pela reactivação das unidades de investigação especializadas que foram desmanteladas em 2002. A sua substituição por unidades de Violência Familiar, Protecção a Crianças e Ofensas Sexuais foi considerada por especialistas como uma má opção. Esta decisão provocou uma reacção por parte dos grupos de advogados dos direitos das crianças, que denunciaram a redução dos esforços da polícia no combate aos crimes contra menores. Fikile Mbalula, vice-ministro da polícia, disse recentemente que o novo executivo de Jacob Zuma está a considerar a reintrodução das unidades especializadas de Protecção Infantil.

Acreditam que violar cura a SIDA

Para o agravamento da violência contra menores na África do Sul terá contribuído bastante a influência nefasta de gangues de traficantes de droga, assim como factores inerentes à pornografia e ao tráfico infantil. Por outro lado, tornou-se quase pandémica a ideia irrealista de que a prática de sexo com uma criança virgem cura a SIDA. Segundo crenças populares, quanto mais jovem for a virgem, maior a potência da cura, o que amplia a situação trágica que se regista na África do Sul.
O abuso de crianças do sexo masculino é cometido na maioria dos casos por homens de meia idade, que inclusivamente têm o desplante de anunciar lugares para encontros. Infelizmente, nenhuma comunidade está imune a esta tragédia social, nem como vítimas nem como criminosos, e a população lusodescendente não constitui excepção. O madeirense João Canha foi condenado a pena de prisão pela violação de sete menores e Dina Rodrigues (foto acima), luso-descendente com raízes na Madeira, foi condenada a prisão perpétua por ter encomendado a morte da bebé Jordan. Ambos estão a cumprir as respectivas penas na prisão.

Fonte: Diário de Notícias e

http://anjoseguerreiros.blogspot.com.br/2009/09/violencia-contra-criancas-assusta-na.html

Na África jovem, o fim precoce da infância

http://3.bp.blogspot.com/_jOSx2tnixxc/SrYgKDQ2gjI/AAAAAAAALiA/Nh_GyLxRD0k/s400/subsa

Johannesburgo – Thembelihle Maduna tem 24 anos de idade, rosto de 18 e zero de perspectiva. As mãos enrugadas lembram que o tempo passou de forma diferente para ela. Thembelihle virou adulta aos 13 anos, quando se tornou responsável por todas as tarefas domésticas e pela educação do irmão de 11 anos, da filha e de uma sobrinha, ambas com 8 anos. Os quatro moram numa casa de apenas um cômodo em Tokoza, comunidade pobre próxima a Johannesburgo. Thembelihle não conheceu o pai, a mãe morreu de Aids e ela, muito jovem, foi obrigada a abrir mão de seu futuro.
A jornalista Marta Reis conta a história de algumas dessas crianças africanas que são obrigadas a virar adultos precocemente. Clique aqui e confira as fotos desta triste realidade.
- Já me acostumei com essa vida. Não tenho planos para mim, não penso em arrumar namorado. Só quero que os meninos tenham a oportunidade de estudar – diz ela.

Africa do Sul: crianças atrasadas na escola irão pra delegacia
13 de fevereiro de 2012 17h43 atualizado às 18h52

Os alunos do subúrbio de Soweto, em Johanesburgo, serão enviados para a delegacia se chegarem tarde na escola, informou nesta segunda-feira a agência sul-africana de notícias Sapa. O Departamento de Educação da província de Gauteng, à qual pertence Johanesburgo, anunciou hoje a medida após comprovar, em uma visita surpresa, que 700 alunos e professores não chegaram na hora certa à escola de ensino médio de Lavela, em Soweto.

Os menores serão transferidos a uma delegacia de Soweto, onde permanecerão até que seus pais compareçam para buscá-los, afirmou a Conselheira de Educação de Gauteng, Barbara Creecy. "É hora de mudar as coisas", afirmou Creecy, após comprovar que alunos e professores chegaram entre 30 minutos e uma hora mais tarde ao colégio de Lavela.

Segundo o comunicado do Governo provincial, os professores asseguraram que chegaram tarde ao centro de ensino por engarrafamentos inesperados, enquanto os alunos reconheceram que se levantaram tarde. Apesar da taxa de escolarização na África do Sul superar 80% da população infantil, apenas metade dos alunos consegue completar os 12 anos de ensino obrigatório, segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento da África do Sul.

Soweto, lar durante alguns anos do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e um dos bairros negros durante o regime de segregação racial do apartheid, tem uma população de mais de um milhão de habitantes.

Fonte:

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5611087-EI8266,00-Africa+do+Sul+criancas+atrasadas+na+escola+irao+pra+delegacia.html

Ann Skelton

Ann Skelton é um advogado de direitos humanos especializada nos direitos das crianças no sistema de justiça criminal. Ann tem estado na vanguarda dos esforços para trazer mudanças no sistema de justiça juvenil na África do Sul por muitos anos. Através deste trabalho, ela tem vindo a promover soluções de justiça restaurativa.

Ela foi empregada por Advogados para os Direitos Humanos para 11 anos, e durante este tempo, ela desempenhou um papel de liderança em um grupo de ONGs que publicou um documento em 1994 chamado "Justiça Juvenil na África do Sul: Propostas de Mudança Política e Legislativa". Conferência do Grupo Familiar formaram o núcleo dessas propostas.

Em 1995, Ann participou de um processo consultivo organizada pela Comissão de Verdade e Reconciliação, que fez recomendações sobre como as crianças como vítimas e perpetradores devem ser manuseados pelo TRC.

Em 1996, o Ministro Sul-Africano para Bem-Estar selecionado Ann para ir em uma viagem de estudos oficial a Nova Zelândia para observar o seu sistema de justiça juvenil. Após essa visita Ann foi instrumental na criação e dando orientação para uma família de projeto-piloto Grupo Conferência em Pretória.

Ann foi nomeado pelo Ministro Sul-Africano de Justiça em 1997 para liderar um projeto da Comissão de Direito Sul-Africano para desenvolver um estatuto novo e abrangente sobre as crianças acusadas de crimes. O Projeto Justiça Infantil, que emanava desse processo, incorpora princípios da justiça restaurativa. O projeto foi apresentado no Parlamento no final de 2002. De 1999 a 2003 Ann era o nacional co-coordenador do Projeto Justiça Criança, um projecto de assistência técnica da ONU com base no Departamento de Justiça. O objetivo principal do projeto era para se preparar para a informação eficaz da Lei de Justiça Criança.

Ann tem sido um orador em numerosas conferências internacionais sobre justiça restaurativa e publicou uma série de capítulos e artigos de revistas sobre o assunto, particularmente em relação ao sistema de justiça juvenil. Atualmente está escrevendo sua tese de LLD sobre a influência da justiça restaurativa na formulação da política de justiça infantil na África do Sul.

Fonte: http://www.restorativejustice.org/leading/skelton